Cartaz do ato

Neste 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, precisamos ocupar as ruas contra a retirada de direitos. Basta de repressão aos que lutam!

Convidamos todas as trabalhadoras e trabalhadores, lutadores sociais, estudantes e ativistas da Baixada Santista, a ocupar a Praça das Bandeiras neste 1º de Maio. O momento exige união e luta!

RESISTIR! UNIFICAR AS LUTAS CONTRA OS RETROCESSOS!
PARTICIPE! VAMOS OCUPAR AS RUAS!

RETROCESSOS PARA O POVO

Medidas impostas para “superar” o caos sócio-econômico do país revelam sua verdadeira face: impor retrocessos históricos ao povo

Atualmente, 13 milhões de brasileiros amargam as estatísticas de desemprego

Atualmente, 13 milhões de brasileiros amargam as estatísticas de desemprego

Desemprego, aumento da exploração e destruição de direitos e serviços públicos. Este tem sido o saldo das reformas aprovadas pelo governo Temer. Aos poucos, e de forma dolorosa, os ajustes “necessários” para tirar o país da crise vão revelando sua verdadeira face.

A aprovação da reforma trabalhista e da terceirização irrestrita ilustram bem esta realidade. Com o apoio da Rede Globo e da elite empresarial, essas e outras medidas impopulares foram aprovadas com a promessa de gerar emprego. A realidade mudou, mas para pior: o desemprego segue superior a 12%, atingindo 13 milhões de brasileiros, e as vagas geradas são de subempregos.

A reforma trabalhista é responsável pela redução drástica no número de empregados com carteira assinada. Os trabalhadores informais representam hoje 37,1% da população ocupada no país. É a primeira vez na história que o número de trabalhadores sem carteira assinada supera o de empregados formais. As mulheres e principalmente as negras, que ocupam majoritariamente os postos de trabalho precarizados, são as mais afetadas.

Outro retrocesso é a PEC do Teto, que congela por vinte anos os investimentos no serviço público e em áreas fundamentais como saúde e educação. O discurso usado foi de contenção de gastos, mas a PEC não ataca nenhum dos privilégios dos políticos corruptos e nenhuma das regalias do alto escalão do Judiciário.

Em contrapartida, a medida aprofunda o sucateamento dos serviços oferecidos à população. Ao cortar o orçamento, reduz a qualidade do atendimento e acaba com o concurso público em diversas funções. Os grandes empresários – maiores defensores da PEC – agradecem. É o cenário perfeito para a terceirização em diversas áreas. O que deveria ser público, e de qualidade, cada vez mais passa a virar um grande balcão de negócios.

A verdade é uma só: a crise afeta apenas um lado, o dos trabalhadores e do povo pobre!

Aumentou, em 2017, a extrema pobreza

Nós perdemos com a crise

Número de brasileiros nessa situação passou de 13,34 milhões (2016) para 14,83 (2017), um aumento de 11,2%. Analistas culpam trabalho informal*
*Estudo da LCA Consultores (com dados do IBGE)

Patrimônio dos super-ricos aumentou!

Eles ganham com a crise

A renda de quem está entre os mais ricos cresceu 7,5% de 2013 até 2016*. Os 5% mais ricos do país detêm a mesma fatia de renda que outros 95%**
*Estudo do IPEA
** Estudo da OXFAM

BOM PARA O MERCADO, RUIM PARA O POVO
GOVERNOS ESTÃO A SERVIÇO DE EMPRESAS INTERNACIONAIS

Um dos argumentos usados por quem defende as reformas é de que elas tornarão o Brasil mais competitivo. O problema é que isso só acontece com a imposição de uma exploração brutal sobre os trabalhadores. Uma economia vantajosa para as multinacionais, que estão sempre em busca de lucro fácil, exige a destruição de empregos e rebaixamento salarial. Hoje, quem não sofre com o desemprego, amarga condições desumanas de trabalho e retirada de direitos. Um Brasil “competitivo” também exige um duro pacote de privatizações dos nossos recursos naturais e do patrimônio público. Não por acaso, estão destruindo a Petrobrás, entregando o pré-sal para o estrangeiro e privatizando a Eletrobras. Quem viveu o pesadelo da Cosipa sabe: privatizar não dá certo. Este Brasil “competitivo”, que explora seu povo e entrega sua riqueza, não nos interessa.

UMA LUTA NECESSÁRIA
PARTICIPE DA RESISTÊNCIA CONTRA A DESTRUIÇÃO DE NOSSOS DIREITOS!

Neste 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, precisamos ocupar as ruas. Contra a retirada de direitos e todos aqueles que se opõem à democracia. Basta de repressão aos que lutam!

FOTO LEANDRO OLIMPIO Trabalhadores, estudantes e coletivos de mulheres levaram centenas às ruas de Santos, no dia 2 de abril, para protestar contra visita de Temer à cidade. Frente Sindical, presente!

FOTO LEANDRO OLIMPIO
Trabalhadores, estudantes e coletivos de mulheres levaram centenas às ruas de Santos, no dia 2 de abril, para protestar contra visita de Temer à cidade. Frente Sindical, presente!

Diante de tantos ataques, o que fazer? A pergunta se impõe a todos que sentem na pele os efeitos das “reformas”. É preciso apostar nas ruas e nas mobilizações, é preciso que a maioria faça valer sua força e reaja à altura. E isso se faz com a máxima unidade. Neste 1º de maio, é fundamental que os trabalhadores e todos aqueles que lutam contra as injustiças sociais e a exploração se juntem para resistir. Só a luta coletiva pode reverter o atual cenário.

É NECESSÁRIO, É POSSÍVEL!

Todos os processos de resistência vitoriosos deste período sombrio tiveram como ponto em comum a luta. Numa greve que durou 20 dias, os servidores de São Paulo barraram os ataques do prefeito tucano João Dória contra a categoria. Por 120 dias, estão suspensas alterações nas regras da previdência municipal. Essas mudanças representavam um duro ataque ao funcionalismo.

Outra vitória recente, arrancada com muita resistência, foi a conduzida pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Depois de cerca de seis meses de ocupação num terreno ao lado da Volks, completamente abandonado e dedicado apenas à especulação, os sem teto conquistaram a cessão de quatro terrenos naquela região para a construção de moradias populares. Mais uma vez, fruto da luta!

ELES NÃO DESISTEM!
APÓS ELEIÇÕES, VOLTA COM FORÇA O ATAQUE À PREVIDÊNCIA

Paulo Barbosa, Temer e Beto Mansur: juntos pela destruição de direitos sociais

Paulo Barbosa, Temer e Beto Mansur: juntos pela destruição de direitos sociais

O imenso rechaço popular à reforma da previdência, somado às mobilizações de rua e paralisações contra este ataque, obrigou Temer a recuar e adiar a votação no Congresso. Mas a luta não acabou. Encerradas as eleições deste ano, Temer e os deputados que não se reelegerem terão as mãos livres para investir novamente contra nossas aposentadorias. É o caso de Beto Mansur (PRB), cão de guarda do presidente. A pressão para impedir a votação terá que ser maior. O povo da Baixada Santista, que compareceu ao chamado da Frente
Sindical nos dias 5 de dezembro de 2017 e 19 de fevereiro deste ano, em Santos, deve seguir em alerta e na luta! Nenhum descanso aos ladrões de direitos!

BASTA DE REPRESSÃO!

Homenagem à Marielle na Estação da Cidadania, em Santos. Frente Sindical, presente!

Homenagem à Marielle na Estação da Cidadania, em Santos. Frente Sindical, presente!

Devemos lutar também por nossas vidas e pela democracia. Para aplicar a agenda de retrocessos, que atinge principalmente o povo negro, os governos se apoiam numa crescente onda de violência e discurso de ódio contra a população pobre e aqueles que lutam. A morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) é o exemplo mais contundente, mas não é caso isolado. Toda e qualquer ameaça ao legítimo direito de mobilização e greve deve ser combatido! Toda perseguição aos que lutam deve ser repudiada! Cabe a nós a defesa, sem hesitar, das poucas liberdades democráticas arrancadas na luta!

NA ORDEM DO DIA
BARRAR A REFORMA TRABALHISTA NO POLO DE CUBATÃO E REGIÃO

No dia 6 de Abril, paralisação de trabalhadores da ALPITEC arrancou avanços

No dia 6 de Abril, paralisação de trabalhadores da ALPITEC arrancou avanços

Se apoiando na reforma trabalhista e no discurso da “crise para todos”, os patrões vêm tentando retirar direitos e rebaixar salários no Polo Industrial de Cubatão. A ação dos sindicatos que representam os petroleiros terceirizados da Petrobrás, em conjunto com a Comissão dos Desempregados, aponta o caminho: unidade e mobilização. Apesar da choradeira patronal, constatamos na Refinaria que a tentativa de redução salarial e de direitos acontece mesmo quando não há redução no valor dos contratos firmados. Ou seja, longe de ser um problema, a crise tem sido fonte de lucro para os grandes empresários.

A primeira vitória contra esses ataques foi protagonizada pelos trabalhadores da Alpitec. Além de aumentar o valor do bônus de parada, após paralisação no dia 6 de abril, a categoria conseguiu barrar a redução salarial. Em negociação com os representantes da Alpitec, os sindicatos de petroleiros, metalúrgicos e Comissão de Desempregados arrancaram uma elevação substancial dos salários apresentados na primeira proposta. Após intensa pressão, a faixa salarial de ao menos vinte funções foi reajustada. Os valores subiram, em média, de 15% a 30%. Agora, o mesmo caminho está sendo repetido nas demais empresas. O objetivo é um só: barrar a reforma trabalhista no Polo de Cubatão.

TODOS SERÃO AFETADOS PELA DESTRUIÇÃO DO SERVIÇO PÚBLICO
AJUDE NA LUTA CONTRA ESSE DESMONTE!

As políticas públicas e os servidores são alvos de um largo ataque. A intenção é enxugar a máquina pública para ampliar o lucro das empresas privadas. As medidas de todos os governos têm tido como característica comum a retirada de direitos do funcionalismo com a precarização do atendimento prestado à população. Tudo isso, em grande medida, com muito assédio moral e consequente adoecimento dos trabalhadores.

Na Baixada Santista tem sido assim. Em toda a região, as prefeituras vêm desferindo diversos golpes contra os servidores municipais. Seja em Cubatão, Santos ou São Vicente, os problemas são quase os mesmos: redução drástica na abertura de concursos, rebaixamento salarial e, em alguns casos, atrasos na folha de pagamento.

Outro ataque, envolvendo também os servidores estaduais e federais, é o desmonte da previdência das categorias, seja através do desvio de recursos previdenciários, por meio da imposição de descontos ainda maiores na folha de pagamento ou, até mesmo, através da famigerada reforma da previdência, que elegeu como vilão o funcionalismo.

Perdem os servidores, perde a população. Afinal, a retirada de direitos vem acompanhada de um profundo desmonte do serviço público. Podemos atestar isso ao verificar a redução, descontinuidade e piora na qualidade dos serviços prestados. Numa lógica perversa, é a partir da destruição do serviço público – responsabilidade dos próprios governos – que as prefeituras disseminam uma forte propaganda contra as empresas públicas e os servidores. O objetivo é nítido: beneficiar o capital privado, ampliando a terceirização e as privatizações.

No caso do funcionalismo federal, o estrago promovido pela aprovação da PEC do Teto é enorme para o conjunto dos trabalhadores. O congelamento dos investimentos por vinte anos enxuga sensivelmente as já pequenas equipes que fiscalizam os abusos dos patrões. Um duro ataque a quem recorre à Justiça do Trabalho, cada vez mais hostil aos trabalhadores. Afinal, a reforma trabalhista tem como um dos principais “legados” proteger o patrão explorador e penalizar o empregado explorado. A defesa do funcionalismo público deve ser abraçada por todos nós! Ajuda esta luta!

SERVIDORES DE CUBATÃO, EXEMPLO DE LUTA!

Reforma administrativa foi o estopim da grande greve dos servidores de Cubatão em 2017

Reforma administrativa foi o estopim da grande greve dos servidores de Cubatão em 2017

Os servidores de Cubatão vêm sofrendo duros ataques e lutam hoje pelo restabelecimento da cesta básica em gêneros alimentícios e a correção de seu valor; reajuste salarial que reponha a inflação e contemple recomposição de perdas históricas; incorporação aos salários do valor do Cartão Servidor; revogação dos decretos 10696 e 10697/2017; e defesa da Caixa de Previdência dos servidores. As demandas são grandes, mas a categoria já demonstrou sua disposição de luta e resistência