Charge do Maringoni: "Saia dai. Venha para a livre-negociação!"

No dia 22 de junho os servidores de Santos têm mais um compromisso na luta contra a destruição completa dos direitos trabalhistas e das aposentadorias, e contra a terceirização.

Às 19h, no sindicato dos metalúrgicos (Av. Ana Costa, 55, Vila Mathias) faremos assembleia para deliberar o que faremos no dia 30/06, dia em que todas as centrais sindicais estarão fazendo mais uma GREVE GERAL em todo o país contra a Reforma Trabalhista, a Reforma da Previdência e as terceirizações.

DE NOVO?!?

Sim, esse é um péssimo momento para os funcionário públicos de Santos que já tiveram retaliação do prefeito ao exercer o direito legítimo de greve por reajuste de salário (desconto dos dias parados). Porém, esse também é um dos piores momentos da classe trabalhadora brasileira que no meio de uma crise (com milhões de desempregados) terá que somar esforços para BARRAR os ATAQUES dos patrões e seus governos!

Como as Reformas atingem os servidores?

Atualmente, de acordo com a Constituição, qualquer cláusula estabelecida em negociação coletiva que for prejudicial ao trabalhador e contrária à norma vigente, é considerada nula. Com a Reforma Trabalhista NÃO! Prevalece o negociado sobre o legislado.

Imagina agora o sindicato-amigo-do-patrão usando os direitos dos servidores de Santos como moeda de troca com o prefeito. Imagina agora que, a maiorias dos sindicatos pelo Brasil que são contra os trabalhadores e/ou não tem força suficiente para barrar o avanço dos patrões nos direitos dos trabalhadores. Pois é, não teremos mais leis mínimas para proteger o trabalhador, tudo poderá ser negociado.

A própria CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) será inteiramente retalhada (veja aqui uma análise do professor de História, Carlos Alexandre D’Incao). Mesmo os estatutários terão enormes prejuízos com isso. Primeiro que há inúmeros casos em que a legislação é omissa em relação aos servidores públicos, fazendo com que os juízes tomem decisões se baseando na CLT.

Segundo que o funcionário público não está em uma ilha isolada. É óbvio que a destruição da CLT será seguida de inúmeras investidas contra os nossos direitos, com a desculpa que seriam “privilégios”, já que fora do serviço público será terra arrasada.

ELES SÓ QUEREM O IMPOSTO SINDICAL!

Sim, tem central sindical e sindicatos fajutos que só fingem que estão na luta, mas na verdade só querem salvar o Imposto Sindical. Em todo movimento há oportunistas, mas não será por isso que deixaremos de lutar! De nossa parte você já sabe, SOMOS CONTRA O IMPOSTO SINDICAL, ESTAMOS NA LUTA CONTRA A RETIRADA DE DIREITOS!