Charge: Punho cerrado com um lápis

Nos últimos anos, as grandes empresas estão nadando de braçadas. O ápice foi a Reforma Trabalhista que retirou diversos direitos dos trabalhadores.

Na Educação não é diferente, os empresários avançam no ensino público. Seus objetivos são nítidos: Rebaixamento da qualidade do ensino público para lucrar diretamente com suas escolas particulares e indiretamente com barateamento ainda maior da força de trabalho.

BNCC

A Base Nacional Comum Curricular é um projeto do governo federal para todas as escolas brasileiras. A mudança causará desemprego entre os professores e a queda brusca na qualidade do ensino público.

Apenas as disciplinas de português e matemática serão obrigatórias, as demais serão condensadas na “área do conhecimento”. As demais disciplinas poderão eventualmente integrar as 1.800 horas de oferta da BNCC com carga horária bastante reduzida. O documento também permite, pasmem, que boa parte do Ensino Médio seja oferecido à distância (EAD).

O resultado de tal política é nítido: Os alunos vindos de escolas públicas terão menos condições ainda de concorrer por emprego ou universidade com os alunos da rede particular. A proposta “revolucionária” do governo convida os estudantes a não frequentarem a escola, reduz de maneira drástica o currículo e ainda pretende cortar absurdamente o número de professores nas escolas, inclusive de português e matemática, uma vez que quase a metade do conteúdo dessas disciplinas poderá ser oferecida a distância.

Charge: Uma escola que é uma fábrica de alunos que saem empacotados

 

CONGELAMENTO DE GASTOS (PEC 241)

O governo Temer conseguiu congelar os investimentos em saúde e educação, entre outros gastos públicos, nos próximos 20 anos. Isso significa que até 2036 o orçamento dessas áreas terá apenas a correção da inflação. Ou seja, um verdadeiro desmonte da políticas públicas.

O objetivo do governo é arrancar recursos dos serviços que atendem diretamente a população para garantir mais gordura para queimar com as dívidas dos empresários e banqueiros. Se hoje já está difícil ter atendimento no serviço público, os próximos 20 anos têm tudo para piorar.

Charge: Temer dizendo "Sirvam-se" para ratos que fatiam a Educação e a Saúde

ESCOLA SEM PARTIDO

Em Santos já temos uma Lei nos moldes do movimento “Escola Sem Partido”. Trata-se de uma aberração jurídica que foi proposta pelo vereador Banha, aprovada por unanimidade pelos demais vereadores e sancionada pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa.

A Lei finge tentar proteger as crianças de pornografia, mas na prática só serve para intimidar professores, Equipes Técnicas e demais funcionários públicos. Os educadores sofrerão ainda mais com perseguições de pais apenas por passar os conteúdos normais em sala de aula.

Onde há relação de confiança, agora o aluno se torna um vigilante para denunciar o professor, em uma época que já é difícil estabelecer autoridade no ambiente escolar.

Além de ineficaz para proteger as crianças na prática, a Lei sancionada é INCONSTITUCIONAL e por isso teve seus efeitos suspensos por uma Liminar concedida pelo Tribunal de Justiça. A Procuradoria-Geral do Estado ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, pois já existem normas gerais de proteção à criança e adolescentes que devem ser cumpridas por todos sob pena de aplicação de sanções.

Com o objetivo de desviar o foco do que realmente prejudica a Educação em Santos (falta de professores, funcionários e condições adequadas de trabalho), o governo tentou agravar ainda mais a situação dos trabalhadores da educação, profissionais já tão desvalorizados na cidade e na sociedade.

Charge: Professor todo amarrado e amordaçado e aluno diz "Professor, se a aula for de história, pisque o olho uma vez; Ciências, duas vezes; Português..."

DESMONTE DA EJA

No final do ano passado, o governo reduziu a carga horária e alterou a matriz curricular da EJA. Medida imposto autoritariamente, sem nenhum diálogo com as comunidades escolares.

A comunidade escolar da UME Padre Leonardo Nunes mobilizou-se contra as mudanças na EJA para barrar mais esse ataque à Educação municipal.

A intenção do governo foi de economizar às custas da EJA! Mesmo tendo como previsão a mesma arrecadação, o governo traçou o Orçamento de 2018 com redução de 30 milhões de reais para a Secretaria de Educação.

Charge: Dois homens enterrando um livro

UMA AGENDA DOS GOVERNOS, AO MESMO TEMPO, LIBERAL E CONSERVADORA

O conjunto dos ataques contra a Educação pública caminham de acordo com os interesses do capital. Reforma do Ensino Médio, BNCC, Escola Sem Partido e Congelamento de “Gastos” distorcem os verdadeiros problemas que as escolas enfrentam e reduzem a educação à um mero produto de consumo.

Vamos lutar por uma educação pública de qualidade que recuse o discurso de ódio!