O ciclo vicioso: Governo ignora aviso dos trabalhadores, aparece denuncia de falta de merenda. Governo não resolve o problema, trabalhadores fazem greve.

Não foi por falta de aviso, a escassez de funcionários e de condições de trabalho nas cozinhas das unidades da Prefeitura de Santos já são denunciadas desde 2014. As Cozinheiras, Merendeiras e Ajudantes de Cozinha já até fizeram greve 2 anos atrás por conta disso, lembram?

Na época o governo, ao invés de sentar com as trabalhadoras e discutir um cronograma de obras e nomeação de concursados, foi correndo pedir pra Justiça acabar com a greve que nem tinha começado.

Mesmo assim, o movimento das cozinheiras e merendeiras continuou. Cobrou as reformas nas cozinhas, as trocas e manutenções de equipamentos e a nomeação de mais funcionários. O governo continuou ignorando.

COLHENDO O QUE PLANTOU

Outra reivindicação da greve era a redução da jornada de trabalho para 30 horas. Isso porque, o trabalho na cozinha é altamente desgastante. A saúde do trabalhador de uma cozinha fica comprometida já pelos afazeres normais que a profissão exige (carregar peso, calor do fogão, frio dos refrigeradores, umidade das pias etc) e são ainda mais agravadas pelas más condições oferecidas pela Prefeitura de Santos.

Na época, o governo foi a público insinuar que essa redução na jornada seria um privilégio. Agora o mesmo governo tenta justificar a falta de merenda porque as cozinheiras da unidade estavam de licença médica. Pois é, o mundo dá voltas, a intensificação do trabalho e a penosidade a que são submetidas obviamente acarretariam mais licenças médicas.

NO COMEÇO DO ANO, SINDSERV REITEROU REIVINDICAÇÕES

No começo do ano, o sindicato junto com as trabalhadoras da cozinha voltaram a alertar o governo sobre o risco que corriam ao não atender as reivindicações das trabalhadoras.

No mesmo dia da denúncia de falta de merenda de uma mãe de aluno que repercutiu nas redes sociais, o sindicato relembrou os pedidos por ofício (veja aqui).

Faltam cozinheiras em todas as UMES! Quadros incompletos por doenças, aposentadorias, readaptações, licenças gestantes, número alto de licenças médicas curtas e recorrentes por conta da sobrecarga/falta de profissionais, pessoas com restrições médicas etc. Porém, existem 40 cargos vagos no quadro das cozinheiras e um concurso público ainda vigente. Ou seja, basta o governo chamar os trabalhadores que passaram no concurso.

Mas, ao invés de resolver o problema, o governo continua dando desculpas. A categoria e os munícipes reivindicam essas nomeações já! Todas as 40 vagas devem ter a chamada para nomeação!

NOMEAÇÃO JÁ!