Cartaz do ato

Após aprovar a reforma trabalhista, que retirou direitos fundamentais dos trabalhadores, Temer tenta votar ainda em dezembro a reforma da previdência. Ao contrário do que diz a milionária propaganda do governo na tevê, ela não corta privilégios como as altas aposentadorias dos parlamentares. Pior, intensifica o ataque sobre os assalariados, que precisarão trabalhar muito mais tempo para receber uma aposentadoria de valor menor.

A alta cúpula do governo e deputados, muitos deles comprados para votar o desmonte do direito à aposentadoria, não praticam o que pregam. Temer, por exemplo, se aposentou aos 55 anos e recebe R$ 45 mil. Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, se aposentou aos 57 e recebe R$ 250 mil do Bank Boston. De quebra, parlamentares continuarão se aposentando após apenas oito anos de contribuição. São esses senhores, a serviço do capital financeiro, que nos exigem novos sacrifícios.

Está em jogo o fim do direito à aposentadoria. Porque este é o resultado concreto da reforma ao impor o aumento da idade mínima e do tempo de contribuição. Ao mesmo tempo em que reduz o valor do benefício para a imensa maioria dos trabalhadores, cria um cenário em que uma parcela significativa não conseguirá se aposentar.

Nesta festa podre, um velho conhecido da região se destaca: o ex-prefeito de Santos, hoje deputado federal, Beto Mansur (PRB). Escalado como vice-líder do governo, virou cão de guarda de Temer. Defende o presidente de todas as acusações de corrupção, votou pela aprovação da reforma trabalhista e pela aprovação da lei que libera a terceirização em todas as atividades. João Paulo Tavares Papa (PSDB) e Marcelo Squassoni (PRB), que também “deveriam representar” a região em Brasília, fizeram o mesmo: disseram sim à reforma trabalhista, que destruiu direitos históricos da nossa classe. Devem ser cobrados para que não façam o mesmo com o direito à aposentadoria.

Também precisam ser duramente cobradas as principais centrais sindicais do país, que se recusam a cumprir o seu papel: mobilizar os trabalhadores. Aqueles que usam esta legítima luta para manter privilégios precisam ser repudiados. Após convocar uma Greve Nacional para esta terça (5), Força Sindical e CUT encabeçaram o seu cancelamento. A justificativa é de que Temer, sem votos suficientes, não votará a reforma nesta quarta (6). No entanto, ele pretende aprová-la já no dia 13. A suspensão da greve desarma a necessária luta contra este ataque. Não é momento de recuar, vacilar ou fazer negociatas. O momento é de intensificar a luta!

A Frente Sindical Classista, que reúne sindicatos e oposições combativas da Baixada Santista, fará sua parte. Haverá luta neste dia 5. Logo pela manhã, petroleiros realizam mobilizações nas unidades da Petrobras. Às 12 horas, servidores estaduais e federais realizam ato no Fórum Central, na Praça José Bonifácio, em Santos. Já a partir das 18 horas, na Praça da Independência, também em Santos, realizamos Ato Público unificando categorias de trabalhadores, desempregados, estudantes, enfim, todos, para dizer em alto e bom som: não à reforma da previdência, nenhum direito a menos!