Estudantes e funcionários precisam tomar cuidado ao ingerir os alimentos (Divulgação/Sindserv)
As fezes das aves são constantemente encontradas próximo às panelas (Divulgação/Sindserv)

As fezes das aves são constantemente encontradas próximo às panelas (Divulgação/Sindserv)

Sindserv notificou a Prefeitura sobre situação UME Cidade de Santos e reivindica “providências urgentes”

Por MATHEUS MÜLLER (jornal A Tribuna)
21/06/2017 – 19:19 – Atualizado em 21/06/2017 – 23:04

A cozinha da Unidade Municipal de Ensino Cidade de Santos deixou de servir apenas comida e se transformou em um pombal. Uma denúncia do Sindicato dos Servidores Públicos de Santos (SindServ) aponta que funcionários e estudantes precisam tomar cuidado com os alimentos e por onde andam para não serem acertados pelas fezes dos pombos que frequentam o lugar.

“Sempre visitamos os locais de trabalho dos servidores e nessa escola constatamos péssimas condições. O mais alarmante na área da cozinha. Os profissionais convivem com as fezes de pombos no balcão, cadeiras e inclusive onde as crianças comem”, diz Cássio Canhoto, vice-presidente da categoria.

O sindicalista explica ter sido informado, pela direção da unidade, que uma solicitação para a resolução do problema havia sido encaminhada há tempo para a Prefeitura.

“Começaram uma obra no refeitório dessa unidade e pararam pela metade. O telhado é sustentado por uma estrutura de madeira, onde os pombos ficam (empoleirados) e fazem suas fezes (dentro da unidade)”. As aves também têm livre acesso à unidade, sempre pelo mesmo vão.

Estudantes e funcionários precisam tomar cuidado ao ingerir os alimentos (Divulgação/Sindserv)

Notificação

O Sindserv notificou, na terça-feira (20), a Secretaria de Educação de Santos (Seduc) e reivindicou “providências urgentes”. Canhoto ressalta que o problema com as fezes dos pombos é uma questão de saúde pública. “É um absurdo”.

Além da situação vivida com as aves, o vice-presidente do sindicato aponta que foram observadas, ainda, outras irregularidades na escola, entre elas: Filtro rachado e cozinha sem água filtrada; torneira elétrica quebrada; porta sem tela de proteção; coifa com vazamento sobre a torneira elétrica; vestiário sem iluminação; balcão de serviços que prejudica a postura dos trabalhadores, além de uma servidora com restrição de função trabalhando sem auxílio.

Resposta

Em nota, a Seduc esclarece que está tomando todas as providências necessárias. “Vale destacar que a unidade já possui rede de proteção, mas foram identificados pontos danificados e nesta quinta-feira (22) uma equipe irá ao local para iniciar os reparos”.

A Administração Municipal informou ainda que está em processo para aquisição de novos itens para a cozinha da escola. “O balcão de serviço será avaliado pelo Comitê de Ergonomia”.

Por fim, a Prefeitura destaca que a equipe de manutenção da secretaria visita frequentemente as escolas para realizar pequenos serviços. Sobre a necessidade de mais uma funcionária, diz que está avaliando a questão.