Prefeito Paulo Alexandre em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (16)

Paulo Alexandre Barbosa prometeu pagar R$ 9,8 milhões de bônus aos funcionários

Por GUSTAVO T. DE MIRANDA (atribuna.com.br)

O prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), não enxerga a possibilidade de reajustar o salário dos 12 mil servidores do Município. A informação foi confirmada por ele, durante entrevista coletiva no Palácio José Bonifácio, sede da administração municipal, ao lado do secretário de Gestão, Cacá Teixeira, e do de Finanças, Maurício Franco.

Em uma tentativa de amenizar os ânimos dos servidores públicos municipais, que decretaram estado de greve na quarta-feira (15), a Prefeitura de Santos prometeu pagar R$ 9,8 milhões de bônus. A iniciativa faz parte do Programa de Participação Direta nos Resultados (PDR). Pelo menos 10.579 servidores estão aptos a receber a bonificação. Os pagamentos estão sendo prometidos para o próximo dia 21.

Também durante a entrevista coletiva, ele detalhou medidas para equilibrar as contas da Prefeitura. Entre elas, a criação de um programa de renegociação de dívidas.

Segundo o prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), o repasse vai acontecer porque foram cumpridas 235 metas de economia estipuladas pela Administração Municipal. A Prefeitura também prometeu antecipar o pagamento dos salários dos servidores para o dia 24 – normalmente, o recebimento acontece no dia 25 (quando a data cai no sábado, como será neste mês, o pagamento ocorre na sexta-feira).

A medida é vista como uma tentativa de acalmar os ânimos dos servidores, que não aceitam não ter reajuste salarial neste ano.

Barbosa argumenta que a Cidade não tem condições de absorver as propostas do Sindicato dos Servidores Municipais Estatuários de Santos (Sindest) e do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Santos (Sindiserv) – os dois sindicatos que representam os funcionários municipais. “A proposta do Sindserv geraria um acréscimo na folha salarial de R$ 122,5 milhões ao ano. A do Sindest, um aumento de R$ 258 milhões ao ano. São duas propostas absolutamente desproporcionais à situação atual”, fala o prefeito.