Desde o final do ano passado Prefeitura encontra dificuldades para pagar os servidores (Arquivo)

Sindest e Sindserv marcaram para os dias 20 e 23 as reuniões com a categoria

Por MATHEUS MÜLLER (atribuna.com.br)

Os funcionários públicos de Santos têm mostrado diariamente a insatisfação e a falta de confiança no atual governo. Depois do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserv) ter decretado estado de greve na quinta-feira (15), nesta sexta (16) foi a vez do Sindicato dos Servidores Estatutários Municipais de Santos (Sindest) decidir marcar uma assembleia para definir a data em que paralisarão as atividades.

A reunião da categoria foi marcada para segunda-feira (20), às 18h30, na sede do Sintrasaúde. A dúvida do presidente do Sindest, Fábio Pimentel, é se a greve deve ser a partir da quinta-feira (2) ou da segunda semana de março (6 a 10).

“Pode ser de 24 horas, para começar, ou por tempo indeterminado. O fato é que não podemos deixar de fazê-la, diante da intransigência do prefeito (Paulo Alexandre Barbosa – PSDB)”, diz Pimentel.

Em estado de greve, o Sindserv também indica uma paralisação geral. O protesto deverá ser definido na próxima quinta-feira (23), durante assembleia na sede Sindicato dos Metalúrgicos, às 19 horas.

“Achamos que não tem outo jeito (greve), porque esse governo tem como projeto a destruição do serviço público e do servidor. Querem a terceirização e diminuir o salário dos funcionários”, ressalta Flávio Saraiva, presidente do Sindserv.

Campanha Salarial

Durante a semana, em um protesto dos servidores no Paço Municipal, o secretário de Gestão, Carlos Teixeira Filho, o Cacá Teixeira, informou não ter condições de oferecer nenhuma proposta salarial agora e que o assunto será discutido apenas após o mês de junho.

Tal situação causa indignação na categoria, que tem data-base em fevereiro e, portanto, não terá o reajuste dentro do prazo.

Ambas entidades pleiteiam a recomposição da inflação acumulada nos últimos 12 meses (5,35%), além de um aumento real – o Sindserv cobra 8%, enquanto o Sindest, 10%.