Apenas 11 pessoas assinaram a ata da assembleia realizada no Sintrasaúde (Fernanda Luz/AT)

Presidente do sindicato diz que assembleia foi só para analisar o movimento

Por MATHEUS MÜLLER (atribuna.com)

O Sindicato dos Servidores Estatutários Municipais de Santos (Sindest) havia marcado para esta segunda-feira (20), às 18h30, uma assembleia com objetivo de definir a data da greve. Entretanto, algo mudou e a reunião com 11 pessoas, que assinaram a ata, não decidiu nada sobre a paralisação.

“Essa assembleia é só para analisar o movimento”, disse o presidente do Sindest, Fábio Pimentel. Uma reunião com a Prefeitura marcada para esta terça-feira (21), às 17 horas, no entanto, pode ter contribuído para a não marcação do ato paredista.

Na sexta-feira (17), após um protesto em frente ao Paço Municipal, Pimentel informou que o encontro desta segunda definiria, sim, uma data e apontou algumas opções: dia 2, na primeira semana de março ou entre 6 e 10 do mesmo mês.

Na ocasião, inclusive, o sindicalista afirmou que não tinha dúvida sobre a necessidade da greve: “Pode ser de 24 horas, para começar, ou por tempo indeterminado, logo de cara. O fato é que não podemos deixar de fazê-la, diante da intransigência do prefeito (Paulo Alexandre Barbosa – PSDB)”.

Na página do Facebook sindicato informou que assembleia decidiria data de greve (Reprodução) Negociação

Na página do Facebook sindicato informou que assembleia decidiria data de greve (Reprodução)
Negociação

Depois de negar que marcaria uma data de greve na assembleia desta segunda, Pimentel ressaltou que a Prefeitura reabriu negociação. “Provavelmente tenha alguma coisa nova para discutirmos, porque até então era reajuste zero”.

O sindicalista também anunciou os próximos atos. “Como tem o Carnaval, passamos a manifestação para a primeira semana de março, dia 8. Aí no dia 9, sim, uma assembleia com objetivo mais finalizador. Se tiver proposta analisaremos aceitar ou não e ver o que vamos fazer”.

Sindserv

Em estado de greve, o Sindserv também indica uma paralisação geral. O protesto deverá ser definido na próxima quinta-feira (23), durante assembleia na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, às 19 horas.

“Achamos que não tem outo jeito (greve), porque esse governo tem como projeto a destruição do serviço público e do servidor. Querem a terceirização e diminuir o salário dos funcionários”, ressalta Flávio Saraiva, presidente do Sindserv.

Campanha Salarial

Durante a semana, em um protesto dos servidores no Paço Municipal, o secretário de Gestão, Carlos Teixeira Filho, o Cacá Teixeira, informou não ter condições de oferecer nenhuma proposta salarial agora e que o assunto será discutido apenas após o mês de junho.

Tal situação causa indignação na categoria, que tem data-base em fevereiro e, portanto, não terá o reajuste dentro do prazo.

Ambas entidades pleiteiam a recomposição da inflação acumulada nos últimos 12 meses (5,35%), além de um aumento real – o Sindserv cobra 8%, enquanto o Sindest, 10%.

*Colaborou Maurício Martins