Servidores ligados ao Sindserv protestaram na Câmara de Santos (Fernanda Luz/AT)

A Prefeitura propõe correção de 2% retroativo a fevereiro e adicional de 1% a partir de julho

Por SANDRO THADEU (A Tribuna)

No início da noite desta segunda-feira (9), a Câmara de Santos aprovou, em primeira discussão, por 17 votos favoráveis e quatro contrários, o projeto de Lei Complementar 18/2018, que trata do reajuste salarial dos servidores públicos municipais.

Esses foram os vereadores que se opuseram aos percentuais apresentados pela Administração Municipal: Fabrício Cardoso (PSB), Francisco Nogueira (PT), Kenny Mendes (PP) e Rafael Ambrósio (PT).

O texto prevê um reajuste de 2% (retroativo a fevereiro) e um adicional de 1%, a partir de julho. A matéria voltará a ser debatida em plenário na sessão desta quinta-feira (12).

Os percentuais apresentados pela Administração Municipal foram aceitos pelo Sindicato dos Servidores Estatutários (Sindest), mas rejeitados pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserv), que promoveu uma manifestação na porta do Legislativo uma hora antes do início da sessão de segunda.

Durante o protesto, os diretores do Sindserv entregaram um panfleto com críticas à Prefeitura aos motoristas e pedestres que passavam em frente à Câmara. Além disso, eles se revezaram no microfone e reiteraram, por diversas vezes, que o projeto do Executivo previa o “rebaixamento salarial”, pois o percentual apresentado não seria o suficiente para repor a inflação do período.

Com a aprovação do projeto de reajuste nos vencimentos da categoria, a Administração terá um impacto de mais R$ 29,809 milhões neste ano e de R$ 37,453 milhões, em 2019, segundo dados que constam na justificativa da proposta.