Segunda reunião dos servidores com a nova gestão da CAPEP

Na segunda reunião dos servidores com a nova gestão da CAPEP, o atual presidente passou as seguintes informações:

1) SOBRE A DÍVIDA DA PREFEITURA COM A CAPEP

A mobilização dos trabalhadores deu certo: toda a dívida do governo foi paga realmente em dezembro. E em janeiro a Prefeitura já repassou tudo o que deveria (o que é descontado dos servidores e a parte patronal).

2) SOBRE A DÍVIDA DA CAPEP COM OS HOSPITAIS, CLÍNICAS, MÉDICOS E OUTROS

Em novembro, Eustázio tinha deixado uma dívida de R$ 17,3 milhões. Viramos o ano com a dívida de R$ 10.444.000,00 e a previsão é de fechar janeiro em R$ 10.040.000,00.

Segundo o presidente, isso está sendo possível com um controle melhor das despesas, já que não é possível aumentar as receitas. Veja:

RECEITA MENSAL MÉDIA
R$ 6.600.000,00

DESPESA MENSAL
R$ 8.000.000,00 (outubro)
R$ 6.400.000,00 (novembro)
R$ 6.000.000,00 (dezembro)
R$ 5.600.000,00 (janeiro)

3) SOBRE A RESPONSABILIZAÇÃO DESSA DÍVIDA

Os servidores reivindicam que o governo Paulo Alexandre pague essa dívida já que ela foi gestada pelo ex-presidente, Eustázio, e foi insistência do prefeito o manter, mesmo ele tendo omitido o déficit financeiro. O atual presidente preferiu não comentar sobre o ex-presidente, mas salientou que o cargo imputa responsabilidades que são fiscalizadas pelo Ministério Público e Tribunal de Contas. O TCE, por exemplo, já auditou as contas de 2015 e multou o Eustázio pelas irregularidades encontradas.

4) SOBRE O RETORNO DE ATENDIMENTO

Praticamente todas as clínicas que haviam suspendido o atendimento voltaram a atender.

A.C. Camargo, referência em tratamento de câncer, continua o atendimento àqueles que já estavam em tratamento, mas não aceita novos procedimentos pois não aceita receber 60 dias depois (única forma de pagamento possível para a atual situação da CAPEP).

Não há nenhuma dívida com médicos. Os que não querem atender não aceitam receber em 60 dias (apesar do prazo ser muito melhor do que a maioria dos planos de saúde). Os outros fornecedores também estão sendo pagos com um prazo de 2 meses.

5) SOBRE A FILA DAS CIRURGIAS ELETIVAS

Apesar disso não ser registrado como “dívida”, as cirurgias eletivas se acumularam e são compromissos que a CAPEP precisa honrar com os servidores e seus dependentes.

Todas as cirurgias de urgência e emergência são feitas imediatamente. Todas as de semi-urgência foram autorizadas.

Das 733 cirurgias eletivas (acumuladas pelo ex-presidente ou pedidas após sua saída), 460 já foram autorizadas. A espera atual para esse tipo de procedimento é de, em média, 3 meses. O objetivo para esse ano é que a espera fique em 2 meses.

6) SOBRE AS DÍVIDAS EM DISPUTA

Além dos 17 milhões, Eustázio também deixou outra dívida de cerca de R$ 3 milhões. Trata-se das dívidas em disputa (quando um médico ou hospital cobra determinado procedimento, mas faltou algum comprovante ou os analistas da CAPEP não aprovam o valor total).

O irresponsável Eustázio acumulou todo esse montante em disputa, sem pagar nada, desde 2015! Ou seja, tem muitos procedimentos que podem aumentar ainda mais a dívida real da autarquia.

Toda essa dívida em disputa acumulada desde 2015 está sendo reavaliada pela atual gestão.

7) NOVOS CREDENCIAMENTOS

O Conselho Administrativo aprovou no dia 17/01 o credenciamento do Santa Saúde Consultas, da Santa Casa, que dispõe de diversas especialidades e atenderá em Santos, Bertioga, Praia Grande e São Vicente.

Provavelmente no mês que vem, a CAPEP também conseguirá fechar com uma das melhores clínicas especializadas em oncologias da cidade.

CONTINUAREMOS DE OLHO

A pressão dos servidores para tirar o Eustázio e a marcação cerrada na nova gestão da CAPEP têm trazido resultados inegáveis. Parabéns a todos que dedicaram tempo nas mobilizações.

Mas essa fiscalização de perto tem que continuar. A próxima reunião será às 18h para que mais servidores possam comparecer, PARTICIPE!

3ª REUNIÃO CAPEP: (REUNIÃO CANCELADA)

Dia: 14/02
Horário: 18h
Local: Sede da CAPEP (Av. Francisco Glicério, 479, Pompéia)