A categoria dos caminhoneiros é uma das mais exploradas e enfrenta as piores condições de trabalho. Seus patrões, grandes empresas de logística principalmente, lucram alto e pagam pouco para quem de fato faz circular as mercadorias nesse país.

Por outro lado, assim como os trabalhadores do serviço público, os trabalhadores caminhoneiros também sofrem com as políticas que o governo vem realizando em favor dos interesses de grandes bancos e empresas nacionais e internacionais.

Os inúmeros aumentos nos preços da gasolina e do diesel são resultados de uma dessas políticas. Para justificar a privatização completa da Petrobras e aumentar o lucro dos seus acionistas, em 2016 o governo Temer mudou a regra de reajuste dos combustíveis. Agora os aumentos podem ser diários e são determinados pelo “livre mercado”, ou seja, pelas variações do dólar e do preço do petróleo internacionalmente.

Mas esse é apenas um de muitos ataques que os trabalhadores vem sofrendo. A Reforma Trabalhista, por exemplo, retira muito mais do que as condições de abastecer o carro, retira a comida, a casa, as condições básicas de nossa sobrevivência.

A greve dos caminhoneiros revela a importância de se colocar em movimento e a força que nós, trabalhadores, temos quando estamos unidos. É preciso lutar para abaixar o preço dos combustíveis, que impactam diretamente na vida da população brasileira.

SÓ A LUTA MUDA A VIDA! NENHUM DIREITO A MENOS!