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Nesta quinta-feira (28), os servidores tiveram a prova definitiva de que se não radicalizarem, o Governo continuará dando calote na Capep e golpeando a categoria. Mais uma vez os trabalhadores deixaram de lado seus afazeres e compromissos para irem até o Paço brigar pelo direito à assistência médica.

O protesto ocorreu em frente ao gabinete do Prefeito para exigir uma solução para os problemas que a própria administração causou na autarquia e que seguem causando prejuízos aos 12 mil funcionários e seus familiares.

Como já é tradição, Paulo Alexandre Barbosa não atendeu a categoria e mandou em seu lugar os secretários de Gestão e Finanças, Carlos Teixeira e Maurício Franco. Com muita má vontade, eles tentaram justificar o injustificável e acabaram mostrando que entre as prioridades deste Governo, a saúde dos servidores está no fim da lista.

“Estamos repassando no fim do mês recursos para estabilizar a dívida em torno de R$ 5 milhões”, disse o secretario de Finanças, admitindo que a estratégia é ir rolando a dívida e que não há prazo para saldar o débito e reequilibrar as finanças.

Os argumentos não foram aceitos. Ambos ouviram reclamações indignadas de funcionários, que há meses sofrem para obter atendimento em hospitais, clínicas e laboratórios. Histórias como a de Beatriz da Silva P. do Nascimento, que tenta desde maio fazer com que a cirurgia da mãe, Marilene do Nascimento, merendeira aposentada da Prefeitura, seja realizada.

O procedimento, a ser realizado no Frei Galvão, já foi marcado e desmarcado três vezes por falta de recursos. A família teme que pela quarta vez a aposentada fique sem a operação. “O que a Capep informa é que não há dinheiro para fazer a cirurgia. Agora marcaram para dia 10, mas o médico disse que ligaram para ele perguntando dados sobre o caso, pois não há recursos para arcar com os custos. Minha mãe pagou por 30 anos e agora que realmente precisa é tratada assim”.

A verdade é que a parte que cabe à Prefeitura no custeio, o Governo não está repassando integralmente todos os meses. Enquanto isso, os servidores são descontados mensalmente. E quando precisam da assistência, passam por perrengues.

Por tudo isso, os diretores do SINDSERV e os trabalhadores deixaram claro que vão ampliar a ofensiva com mais manifestações contra o calote e pelo #ForaEustásio.

A próxima atividade foi marcada para o dia 3 (terça-feira), a partir de 12h, em frente à Câmara. Os servidores farão panfletagem para denunciar a situação à população e também pretendem lotar a audiência pública sobre a Capep, a partir das 16h.

É extremamente importante que os servidores venham em peso para demonstrar que não admitem que brinquem com suas vidas!

COMPAREÇA E CONVENÇA OS COLEGAS A PARTICIPAREM!

SÓ A LUTA COLETIVA MUDA A VIDA!